A Igreja que precisamos e queremos

Em conversa com muitas pessoas, em várias partes do mundo, cheguei à conclusão de que tenho sentido falta da Igreja. Com certeza não é o prédio em que podemos nos reunir.

Então qual Igreja?

– a Igreja que cura

– a Igreja que salva

– a Igreja que trata

– a Igreja que ama

– a Igreja que cuida

– a Igreja que louva

– a Igreja que adora em espírito e em verdade

– a Igreja que não julga segundo as aparências

– a Igreja que supre as necessidades

– a Igreja que supre as carências

– a Igreja que nos trata como ovelhas

– a Igreja que nos ouve

– a Igreja que nos faz querer a comunhão diária com Deus a qualquer custo

– a Igreja que nos incentiva a ler a Palavra

– a Igreja que nos incentiva a desenvolver os dons

– a Igreja que nos treina e nos chama para a obra do ministério

– a Igreja que parte as paredes e deseja alargar as suas tendas

– a Igreja que enriquece os seus membros com a verdadeira riqueza

– a Igreja que nos faz triunfar em Cristo

– a Igreja que nos ensina a amar

– a Igreja que incentiva a comunhão entre os irmãos

– a Igreja que nos transforma em intercessores

– a Igreja que vai atrás dos feridos, desanimados, tristes, caídos

– a Igreja que cura as famílias

– a Igreja que trata os casamentos, que não incentiva o divórcio

– A Igreja que crê que tudo é possível

– a Igreja que…

Utopia? Sonho? Demagogia? Impossível?

Eu creio que isto e muito mais pode ser realidade, só depende de nós, pois Deus quer restaurar-nos e nos fazer tão poderosos quanto a Igreja primitiva!

Creio que o Espírito do Senhor está perguntando hoje: quantos estão disponíveis para tornar realidade esta Igreja?

Decidi, então, lançar um desafio a você: vamos nos ajuntar para que esta Igreja se torne realidade?

Muitas pessoas em muitos lugares estão feridas, desanimadas, não querem ir aos cultos em suas denominações. Cansaram do modelo imposto em muitos lugares, porque este modelo foge aos padrões bíblicos.

Estas pessoas não desanimaram de Jesus Cristo, nem tão pouco do Evangelho, procuram se reunir em casas, estudam a Palavra, oram, louvam, evangelizam, porém não querem mais o sistema hibrido que está presente em boa parte das denominações evangélicas.

Estou inquieto nestes dias, pois tenho ouvido a mesma coisa, e este som vem de várias partes do mundo. Não posso ficar indiferente a este clamor, nem tão pouco posso temer a resistência ou as provações.

Muitos empecilhos podem até se apresentar: incompreensão de alguns, desconfiança de outros, falta de dinheiro para desenvolvimento de projetos e por ai afora. Em contrapartida os resultados que se avistam são muito maiores que os empecilhos: a Glória de Deus, festa no céu, vidas resgatadas, ministros desenvolvendo seus ministérios, a Igreja de Atos dos Apóstolos sendo levantada em nossos dias.

Se colocar contra este sistema híbrido é uma posição difícil que os antigos profetas enfrentaram, mas hoje, mais do que nunca, se torna necessário a tomada de posição. Milhares de pessoas em todo o mundo estão nesta situação, não sabem mais o que fazer, sentem falta da Igreja, sentem falta da comunhão dos santos, sentem falta do bálsamo, do óleo, da alegria, da fé. Mas também sentem falta da integridade, da fidelidade e, sobretudo do temor a Deus.

Não querem shows, teatros, nem tão pouco querem ir a um clube aos domingos. Querem ir a um lugar onde a Igreja se reúne para louvar e adorar, se ofertando como um sacrifício vivo. Estão cansados do evangelho que amontoa riquezas terrenas, que constrói templos suntuosos, enquanto muitos membros não têm o que comer, nem onde dormir, nem tão pouco onde se abrigar com dignidade. Onde líderes exigem sacrifícios de seu povo, mas estes mesmos líderes não estão dispostos a nenhum tipo de sacrifício.

Este povo está cansado de escândalos, mentiras, meias verdades, de tirania. Cansado de ver uma liderança composta por famílias que detém o poder, a riqueza, e que não se importa com o povo. Cansado deste apostolicismo e bispado modernos.

Querem o Evangelho do Reino, querem compromisso com o Evangelho da cruz, do sangue de Jesus Cristo, querem o verdadeiro Evangelho, pregado com graça, unção, autoridade, com sabedoria do alto e que demonstre espírito e poder, onde os enfermos são curados, os cegos vêem, os coxos andam, os demônios são expulsos, onde o não salvo se torne um discípulo, o discípulo se torne um servo, e o servo sirva, com todo empenho, ao seu Senhor, para que naquele dia possa ouvir: “Servo bom e fiel, no pouco foste fiel sobre o muito te colocarei…”

É hora de deixarmos os embaraços, é hora de nos levantar e comprar azeite.

Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o adorem. Deus é Espírito, e por isso os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade. Jo. 4:23-24

Ai está o que falta em muitos lugares em nossos dias: espírito e verdade.

C. G. Finney afirmou, por volta do ano de 1850:

“Quando existe falta de amor fraternal e confiança entre os crentes faz-se necessário um reavivamento.

Há nesse momento um forte clamor para que Deus reavive a Sua obra. Espere por um reavivamento quando existirem dissensões, ciúmes e rumores maldosos entre os crentes.

Essas coisas mostram que os cristãos se afastaram de Deus e que é hora de pensar seriamente em um reavivamento.

O reavivamento é necessário quando há um espírito mundano na igreja. Ela se afunda num estado de apostasia quando se vêem os cristãos conformes o mundo em vestimentas, festas, buscas de diversões mundanas e leituras de romances imorais.

Quando a igreja encontrar seus membros caindo em pecados escandalosos e indecentes, é tempo de despertar e clamar a Deus por um reavivamento.

Pode-se esperar um reavivamento quando os cristãos possuírem o espírito de oração para o reavivamento. Isto é quando orarem como se seus corações o desejarem ardentemente.

Um reavivamento está perto quando os cristãos começam a confessar os pecados uns aos outros.

Pode-se esperar um reavivamento quando os cristãos estiverem dispostos a fazer os sacrifícios necessários para conduzi-lo”.

Para mim está claro que esta afirmação é realidade para nós, assim sendo precisamos tomar uma atitude, se estivermos dispostos a fazer os sacrifícios necessários, teremos um reavivamento em nossos dias e creio que também será possível termos uma igreja minimamente parecida com a igreja primitiva.

As três perguntas são:

  • Está disposto?
  • Vamos nos unir neste propósito?
  • Vamos tomar uma atitude?

Qual a sua resposta a estas questões?

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